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Atividades diversas De 22 de novembro a 7 de dezembro

8º Festival Fora do Lugar 2019 - Idanha-a-Nova UNESCO Creative City of Music

 

Por terras de Idanha, tempo e espaço oscilam de 22 de Novembro a 7 de Dezembro. Ao longo dos dias, reescrevem-se conceitos e descobrem-se locais e histórias no "lugar mais bonito do mundo". A oitava edição do Fora do Lugar volta a "ocupar" Idanha-a-Nova - UNESCO Cidade Criativa da Música com música, histórias, passeios, cinema, viagens, conversa, troca e aprendizagem, bagagem de cá e de lá e descoberta.

 

"A música dá o mote, num evento que vai mais além e se converte numa experiência única do lugar. É o sabor da terra, uma terra que se revela, se reinventa e persiste em trilhar um caminho feito de legados, mas de rosto voltado para o futuro. Certamente por isso, na cumplicidade de uma identidade partilhada, Idanha-a-Nova e o Fora do Lugar se entendem tão bem." nas palavras de Armindo Jacinto, Presidente do Município de Idanha-a-Nova.

 

Resultado da parceria entre a Arte das Musas e o Município de Idanha-a-Nova (e com o apoio do Ministério da Cultura e da Direcção Geral das Artes), o Fora do Lugar - Festival Internacional de Músicas Antigas - assume uma proposta inspirada no mundo rural, virada para o país, a Europa e o Mundo.

 

Com a direcção artística de Filipe Faria, o Fora do Lugar é, hoje, um dos projectos culturais nacionais mais inovadores. Pondo em diálogo diferentes formas e tempos desafia a uma nova atitude perante as músicas antigas, e aborda, de uma forma inovadora, os diálogos decorrentes dos conceitos binómios de erudito/popular e antigo/contemporâneo. 

 

Ainda nas palavras de Armindo Jacinto "a partilha é um princípio orientador de Idanha, mais ainda enquanto Cidade Criativa da UNESCO na Música, onde a criatividade, a inovação, a sustentabilidade e a participação social assumem uma dimensão global. Neste ponto, o Fora do Lugar é um reflexo singularmente brilhante, espécie de feixe orientador, que leva Idanha pelo mundo, estimulando um olhar atento sobre o papel crucial a desempenhar pela ruralidade nos dias de hoje.".

 

A dimensão patrimonial de Idanha tem, hoje, distinção mundial. Cidade Criativa da UNESCO, na área da Música, desde Dezembro de 2015. Reserva da Biosfera em 2016, ano que assinala 10 anos da criação do Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, o primeiro geoparque em Portugal e a primeira classificação UNESCO da região. As três atribuições conferem a Idanha estatuto particular: é um território UNESCO, cruzando material e imaterial. 

 

Idanha-a-Nova vive ao ritmo da música: aposta em infraestruturas, investiga profundamente as suas tradições, acolhe um número raro e diversificado de grupos tradicionais promovendo, ao longo do ano, uma quantidade impressionante de eventos ligados à música. O Fora do Lugar - Festival Internacional de Músicas Antigas - com o seu carácter simultaneamente abrangente e integrador tem contribuído decisivamente para a afirmação do mundo rural enquanto espaço criador, capaz de suscitar novas dinâmicas sem perder de vista as suas raízes.

                                                                                                                   

O meio rural abre-se ao mundo para desvendar sonoridades que nos chegam dos mais variados pontos do Globo. Para além da música, o Fora do Lugar convida-nos a habitar novas paisagens e afectos, cultiva proximidades e revela experiências singulares em Idanha, onde a criatividade, a inovação, a sustentabilidade a participação social assumem uma dimensão global.

 

A fronteira entre estas noções, longe de ser linear, surge aqui como uma experiência que, mais do que tudo, nos faz reflectir sobre os processos históricos que conduzem de uma linha musical a outra, feitos de permanências, mudanças e rupturas, muitas delas surpreendentes. Ao longo da história da música, passado e presente cruzam caminhos incessantemente. Não é por isso de estranhar um programa com presenças tão diversas...

 

Um conceito provocador e eficaz. Os resultados das edições anteriores falam por si, reforçando a validade de uma opção política que ilustra, ao nível local, a capacidade de produzir cultura num cenário onde muitos não concebem pensá-la neste moldes: o país perdido das pequenas aldeias quase desertas.

 

Como não nos cansamos de repetir... daqui releva uma das virtudes maiores do projecto, a possibilidade de chegar até onde mais ninguém se deu ao trabalho de ir.

 

Na programação principal começamos, no dia 22/11/2019, em Idanha-a-Velha, com um projecto que nos chega de vários lugares (Inglaterra, Suécia, Argentina e EUA) com Alternative History - liderado pelo famoso tenor inglês - John Potter (Hilliard Ensemble, etc...) -, que nos leva a um universo paralelo, a uma imagem sonora de uma história alternativa com a música dos compositores renascentistas Dowland e Campion em diálogo com música escrita especialmente para o consort por músicos de rock como John Paul Jones (Led Zeppelin), Tony Banks (Genesis) ou Sting. Das terras frias da Finlândia vem a espantosa Karoliina Kantelinen, uma das últimas representantes do canto tradicional carélico. No dia 23/11/2019 no Ladoeiro, Karoliina traz-nos o seu canto étnico a um espaço invulgar, fora do lugar, um hangar agrícola em funcionamento, no meio de dióspiros e abóboras. 

 

A oitava edição do Fora do Lugar visita ainda a pequena aldeia de Toulões no dia 29/11/2019 e leva o virtuosismo do Ensemble Allettamento, de Mario Braña Gómez e Elsa Pidre Carballa, a uma viagem através da música dos séculos XVI e XVII. No sábado, 30/11/2019, os Milo Ke Mandarini Quartet (Espanha, Grécia) trazem a música mediterrânea à Noite Cheia do Festival (com exposições, concertos, gastronomia e cinema documental) a partir das 20h30.

 

O último fim-de-semana começa com o Concerto Campestre (Portugal), a 6/12/2019, em Segura, que faz uma festa à volta das danças, folias, chacones, passacailles e outros ostinatos inspirados nas Festas do Rei Sol, Louis XIV e fecha, no dia 7/12/2019, novamente em Idanha-a-Velha, com a fabulosa cantora e tocadora de oud, Waed Bouhassoun (Síria), que descreve a sua música, muito ligada às suas raízes, como expressão da sua própria identidade...Waed canta o amor pelo seu país, a Síria, e a nostalgia que sente pela sua terra natal e por Damasco, a cidade da sua juventude.

 

O Festival promove ainda um conjunto alargado de actividades paralelas em 3 semanas e 8 dias de programação, para além dos 7 concertos da programação principal - um dos quais secreto (o público só sabe a hora do concerto, ano sabe local nem intérpretes) e sujeito à reserva de um código (secreto) de entrada. No total são cerca de 28 actividades entre workshops com os músicos convidados, um intenso programa educativo de música e corpo, a fabulosa gastronomia regional, caminhadas na natureza, cinema documental, fotografia  arte sonora,  exposições... com novas parcerias com o DOCLISBOA, o Geopark UNESCO NATURTEJO ou a SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

 

A entrada em todos os concertos é gratuita  sujeita à lotação das salas. Nas restantes actividades é necessária inscrição prévia (também ela gratuita) através dos contactos do Festival. 

 

ANEXOS

Catálogo: bit.ly/2POgSew

Catálogo ISSUU: bit.ly/2pLjMpM

Cartaz: bit.ly/2WNXNL1

Programa (frente): bit.ly/2JRzaYA

Programa (verso): bit.ly/2pHvpOD

Mp3 (Karoliina Kantelinen (Finlândia) - Karon joiku): bit.ly/2WJM6VA

Fotografias: bit.ly/2CcPYoL

Organization:
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Local:
Idanha-a-Nova