Saltar para o conteúdo principal da página
Património Cultural

Iniciativas 01/21/2022

19ª Edição do Prémio João de Almada – Recuperação do património arquitetónico da cidade do Porto - resultados

Já se encontram apurados os vencedores da 19.ª edição do Prémio João de Almada o qual visa incentivar e promover a recuperação do património arquitetónico da cidade, galardoando a cada dois anos os melhores exemplos de boas práticas nesta área.

A recuperação da Casa São Roque, da autoria de João Mendes Ribeiro, foi unanimemente considerada pelo júri da 19.ª edição do Prémio João de Almada como a melhor intervenção na categoria “Edifícios Não Residenciais”.

A antiga Casa da Quinta da Lameira, que pertenceu à família Ramos Pinto, é considerada um dos mais notáveis edifícios da zona oriental da cidade do Porto. Encontrava-se num processo de degradação há várias décadas, com perda de valores de carácter patrimonial. Esta intervenção, que reformou a casa e a transformou em Centro de Arte, devolvendo-a à fruição pública, devolveu-lhe também muito do esplendor de outrora.

O júri reconheceu na obra “um particular cuidado na recuperação de todos os valores patrimoniais e na interpretação das tipologias originais, cumprindo exemplarmente os critérios de apreciação arquitetónica previstos no programa de concurso”. Foi também valorizado “o esforço na recuperação de toda a envolvente ajardinada da casa”, reavivando a relação entre o interior e o exterior.

Já na categoria “Edifícios Residenciais”, arrecadou o prémio a reabilitação de um edifício da Rua da Restauração. O projeto assinado pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura destacou-se dos demais concorrentes, tendo o júri considerado exemplar esta recuperação.

O edifício na Rua da Restauração, 429, é representativo da casa burguesa da Porto do século XIX e início do século XX, enquadrado numa tipologia fundamental na compreensão da identidade urbana e arquitetónica da cidade. Os jurados destacaram “o cuidado e rigor desta intervenção”, que considerou cumprir “com mérito os parâmetros de avaliação estabelecidos no programa de concurso, designadamente pela sensibilidade e coerência com que são interpretados e recuperados os valores patrimoniais em presença”.

Fonte: DRCN