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Cavalete de tripé em madeira de castanho entalhado do Século XIX

Cavalete de tripé em madeira de castanho entalhado, do Século XIX, com pasta de couro forrada, pelo interior, com cetim azul escura. A capa é constituída por duas abas laterais e uma aba fronteiriça que rebate quando se abre. O fecho é metálico de formato circular exibindo um aro de folhas de oliveira.

Encontrava-se em exposição no gabinete de pintura do Rei D. Carlos, Palácio Nacional da Ajuda.

O início de tratamento iniciou-se por dar conferir estabilidade física à estrutura, que nem se podia colocar na vertical. Fez-se o puzzle dos fragmentos de madeira destacados do conjunto, e procedeu-se à sua colagem (adesivo PVA), e reforço interno com cavilhas de madeira e bambu. Foi necessário refazer alguns elementos entalhados, no florão superior. As cavilhas e madeira nova foram integradas com anilina de álcool castanha.

A madeira da estrutura foi limpa com pano embebido em white spirit recorrendo a soprador de ar quente, para amolecer a cera envelhecida.

A capa de marroquim foi conservada. Foi feito um reforço com papel japonês na zona direita da charneira horizontal, para se conseguir colar o fragmento que se encontrava destacado. O adesivo utilizado foi uma mistura de tilose em PVA. A tonalização final do reforço e de pequenos preenchimentos foi feita com pasta de papel e com tintas acrílicas. OS metais foram limpos com álcool e de seguida fez-se a sua estabilização dom EDTA. Submeteram-se a limpeza com água, pontualmente e protegeram-se com uma camada de verniz.

Os fios do cetim foram alinhados através de pinça e estilete e foi colocado um tule bege fixado nas extremidades dos tecidos com cola de madeira para permitir a sua conservação e integração visual. O mesmo método foi aplicado dos dois lados da pasta.

Devido ao peso da peça, executou-se um suporte em madeira e espuma, para facilitar o seu transporte e manuseamento. Como fixação da peça à estrutura elaborada, utilizaram-se tiras de linho em laçadas, colocadas estrategicamente, para a peça não oscilar nem se mover. O objecto foi transportado na horizontal e só se colocou na sua posição original, quando se estabeleceu qual seria o seu novo local de exposição. De momento encontra-se na sala Leandro Braga.