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Diogo de Macedo e o Museu de Arte Contemporânea. Pioneirismo e herança na redefinição do Museu de Arte

<p>Diogo de Macedo (1889-1959) assume a direção do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) em 1 de julho de 1944, sendo, nos 33 anos de existência do museu, o primeiro escultor a ocupar este cargo. A sua atividade desenvolve-se entre 1944 e 1959, articulando e contextualizando a intervenção no museu com as suas convicções culturais e estéticas, evidenciadas numa intensa atividade como crítico e historiador da arte. Com este estudo pretende-se interpretar o projeto delineado pelo escultor Diogo de Macedo para o MNAC, analisando o seu pioneirismo, destacando os aspetos mais inovadores, e registando, simultaneamente, as fragilidades e fracassos da sua ação. Uma ação centrada na valorização do espaço expositivo, no estudo e divulgação das coleções e na constituição de um acervo representativo da arte contemporânea. Esta função é compreendida em necessária articulação, e contextualização, com o percurso biográfico de Macedo, com a sua obra escultórica e com a sua atividade de crítico, ensaísta e historiador. Pretende-se, ainda, demonstrar que Diogo de Macedo cria um programa museológico para o museu, com um projeto específico que relaciona investigação científica sobre a coleção e divulgação da arte, com o desígnio da construção de uma identidade institucional e científica para o MNAC, no panorama da cultura portuguesa da primeira metade do século XX.</p>

Diogo de Macedo (1889-1959) assume a direção do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) em 1 de julho de 1944, sendo, nos 33 anos de existência do museu, o primeiro escultor a ocupar este cargo. A sua atividade desenvolve-se entre 1944 e 1959, articulando e contextualizando a intervenção no museu com as suas convicções culturais e estéticas, evidenciadas numa intensa atividade como crítico e historiador da arte. Com este estudo pretende-se interpretar o projeto delineado pelo escultor Diogo de Macedo para o MNAC, analisando o seu pioneirismo, destacando os aspetos mais inovadores, e registando, simultaneamente, as fragilidades e fracassos da sua ação. Uma ação centrada na valorização do espaço expositivo, no estudo e divulgação das coleções e na constituição de um acervo representativo da arte contemporânea. Esta função é compreendida em necessária articulação, e contextualização, com o percurso biográfico de Macedo, com a sua obra escultórica e com a sua atividade de crítico, ensaísta e historiador. Pretende-se, ainda, demonstrar que Diogo de Macedo cria um programa museológico para o museu, com um projeto específico que relaciona investigação científica sobre a coleção e divulgação da arte, com o desígnio da construção de uma identidade institucional e científica para o MNAC, no panorama da cultura portuguesa da primeira metade do século XX.

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