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Património Cultural
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Tempos e Contratempos. Expectativas e Realidade na Criação de um Museu Instrumental Durante a 1ª República

<p>Catálogo de Exposição (Out.2010-Fev.2011) Museu da Música</p>
<div>Integrada nas Comemorações do Centenário da República, a exposição expressa uma tentativa de reflectir sobre diferentes temas, pessoas, e perspectivas históricas e musicais que envolvem a 1.ª República na esfera da génese do Museu, destacando-se a figura de Michel’angelo Lambertini, a colecção de Alfredo Keil e o papel de José Relvas.</div>
<div><br />O Museu presta, assim, uma atenção especial a este momento histórico, do qual partiu para fazer uma reflexão crítica sobre a sua própria existência e grau de cumprimento da sua missão até ao presente momento, em particular numa altura em que se volta a discutir o seu futuro.<br /><br />Como se sabe, a história do Museu da Música remonta à 1.ª República, mais concretamente a 1911. A mudança de regime abriu portas à esperança de um renovar da sociedade e das possibilidades de progresso e desenvolvimento civilizacional, traduzido entre variadíssimos outros aspectos pela ideia de criar o chamado Museu Instrumental de Lisboa.<br /><br />Comissariada pela historiadora Ana Paula Tudela, a exposição estará patente até 26 de Fevereiro, procurando clarificar as motivações dos coleccionadores de instrumentos musicais em Portugal, os critérios que presidiram à constituição das suas colecções e o impacto que a implantação da 1.ª República teve na génese do Museu. A contar esta história estarão cerca de 100 peças, entre instrumentos musicais, correspondência, pintura, fotografias ou recortes de imprensa da época.<br /><br />Dividida em quatro núcleos, a exposição começa no final do século XIX, dando a conhecer coleccionadores, colecções e os seus mentores relativamente ao modelo de homem culto, sensível à necessidade de preservar o património artístico. Os instrumentos apresentados são os de Alfredo Keil, numa recriação do seu gabinete.<br /><br />A exposição documenta em seguida as várias tentativas de recolher instrumentos e formar um museu do Estado a par e passo com a implantação da 1.ª República. Os instrumentos recolhidos por Lambertini, e guardados no Palácio das Necessidades, são as peças de destaque deste núcleo.<br /><br />No terceiro núcleo, abrangendo o período de 1914 a 1920, representa-se o esforço particular de alguns cidadãos para a criação do museu de instrumentos, abordando-se a criação legal do Museu do Conservatório, em 1915, que não passará do espírito de letra durante a 1.ª República.<br /><br />Finalmente, o quarto núcleo, balizado entre 1920 e 1926, revela o estado da colecção e do museu particular que Lambertini procura pôr de pé e que, continuando em sintonia com o desenrolar da experiência republicana, cai por terra com a sua morte e de Carvalho Monteiro. Embora deixado ao abandono, a importância deste projecto é apresentada enquanto criação da memória futura que tornou possível a sua “ressurreição” no Conservatório, durante o Estado Novo e a sua sobrevivência no actual Museu da Música.</div>

Catálogo de Exposição (Out.2010-Fev.2011) Museu da Música

Integrada nas Comemorações do Centenário da República, a exposição expressa uma tentativa de reflectir sobre diferentes temas, pessoas, e perspectivas históricas e musicais que envolvem a 1.ª República na esfera da génese do Museu, destacando-se a figura de Michel’angelo Lambertini, a colecção de Alfredo Keil e o papel de José Relvas.

O Museu presta, assim, uma atenção especial a este momento histórico, do qual partiu para fazer uma reflexão crítica sobre a sua própria existência e grau de cumprimento da sua missão até ao presente momento, em particular numa altura em que se volta a discutir o seu futuro.

Como se sabe, a história do Museu da Música remonta à 1.ª República, mais concretamente a 1911. A mudança de regime abriu portas à esperança de um renovar da sociedade e das possibilidades de progresso e desenvolvimento civilizacional, traduzido entre variadíssimos outros aspectos pela ideia de criar o chamado Museu Instrumental de Lisboa.

Comissariada pela historiadora Ana Paula Tudela, a exposição estará patente até 26 de Fevereiro, procurando clarificar as motivações dos coleccionadores de instrumentos musicais em Portugal, os critérios que presidiram à constituição das suas colecções e o impacto que a implantação da 1.ª República teve na génese do Museu. A contar esta história estarão cerca de 100 peças, entre instrumentos musicais, correspondência, pintura, fotografias ou recortes de imprensa da época.

Dividida em quatro núcleos, a exposição começa no final do século XIX, dando a conhecer coleccionadores, colecções e os seus mentores relativamente ao modelo de homem culto, sensível à necessidade de preservar o património artístico. Os instrumentos apresentados são os de Alfredo Keil, numa recriação do seu gabinete.

A exposição documenta em seguida as várias tentativas de recolher instrumentos e formar um museu do Estado a par e passo com a implantação da 1.ª República. Os instrumentos recolhidos por Lambertini, e guardados no Palácio das Necessidades, são as peças de destaque deste núcleo.

No terceiro núcleo, abrangendo o período de 1914 a 1920, representa-se o esforço particular de alguns cidadãos para a criação do museu de instrumentos, abordando-se a criação legal do Museu do Conservatório, em 1915, que não passará do espírito de letra durante a 1.ª República.

Finalmente, o quarto núcleo, balizado entre 1920 e 1926, revela o estado da colecção e do museu particular que Lambertini procura pôr de pé e que, continuando em sintonia com o desenrolar da experiência republicana, cai por terra com a sua morte e de Carvalho Monteiro. Embora deixado ao abandono, a importância deste projecto é apresentada enquanto criação da memória futura que tornou possível a sua “ressurreição” no Conservatório, durante o Estado Novo e a sua sobrevivência no actual Museu da Música.

Reference: IPPBLIV11635501

Size: 225 x 295 mm; 248 págs.

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Reference: IPPBLIV15312050

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