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Museus, Monumentos e Palácios 07/02/2018

Mecenato assegura requalificação da Casa-Museu Anastácio Gonçalves com novas condições de acessibilidade e de museografia

A Casa-Museu Anastácio Gonçalves (CMAG), em Lisboa, vai ser dotada de uma Nova Entrada (Bilheteira e Loja) e de condições de plena acessibilidade asseguradas pela instalação de um elevador. As obras a efetuar incluem a requalificação dos espaços de exposição e de reserva.

Este projeto de valorização e modernização da CMAG decorre de um protocolo de apoio mecenático formalizado entre a DGPC e a Edifício 41 – Promoção Imobiliária e Hotelaria, SA, no âmbito da intervenção da zona envolvente à construção da torre denominadaEdifício 41” (em Picoas), inserida num plano urbanístico mais alargado concebido pela Câmara Municipal de Lisboa.

A intervenção respeitará integralmente as condicionantes museológicas de conservação e valorização do acervo da CMAG, um projeto do Arquiteto Norte Júnior, Prémio Valmor em 1905.

A Nova Entrada será criada no espaço envolvente a sul (jardim, atuais traseiras do edifício). A requalificação das zonas expositivas e a instalação do elevador beneficiarão todo o circuito de visita, abrindo o monumento à fruição de pessoas com mobilidade condicionada. O projeto envolve também uma nova solução museográfica para a coleção de cerâmica, bem como a construção de um núcleo dedicado à figura do médico colecionador António Anastácio Gonçalves (1889-1965).

A CMAG, afeta ao Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado (MNAC-MC), reúne cerca de 3000 obras de arte, nomeadamente de pintura portuguesa e europeia, escultura, mobiliário e ourivesaria. Acompanhando a tendência de crescimento de públicos dos últimos anos, esta Casa-Museu recebeu 10.462 visitantes em 2017, um aumento de 9.5 por cento face a 2016. No período 2012-2017 a afluência cresceu 29 por cento.

Durante a fase de obra a CMAG permanecerá aberta ao público, à exceção de períodos pontuais que serão atempadamente anunciados.