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Laboratório

A área de acção do laboratório analítico tem como vertentes principais o estudo científico do património cultural, a investigação sobre materiais e técnicas de produção artística, através das metodologias apropriadas, bem como a peritagem de obras de arte. Paralelamente, o laboratório promove ainda a formação tanto através de estágios profissionais como de estágios curriculares (mestrados, doutoramentos e pos-doutoramentos).

As principais técnicas de caracterização disponíveis são a microdifracção de raios X (Bruker AXS com sistema de detecção em área - GADDS), a microespectrometria de FTIR (Nexus com microscópio Continumm da Nicolet), a pirólise seguida de cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa (Agilent Technologies) e a cromatografia líquida de alta resolução com espectrometria de massa (Waters).

Equipamentos:

Microdifractómetro de Raios X (µ-XRD)

Da marca Bruker AXS com sistema de detecção em área (GADDS), modelo D8 Discover, equipado com ampola de cobre, göbel mirror, detector HiStar e colimadores de diâmetros diversos.

Este equipamento permite identificar a composição química dos materiais cristalinos, efectuando, análises não destrutivas, tanto directamente na peça como em amostras previamente recolhidas.

Espectrofotómetro de IV com transformada de Fourier (mS-FTIR)

Espectrofotómetro Nicolet Nexus acoplado a um microscópio de infravermelho Nicolet Continmum equipado com um detector de mercúrio-cádmio-telúrio (MCT-A) arrefecido a azoto líquido e que opera na gama dos 4000-650 cm-1.

A técnica de FTIR é utilizada na caracterização material de compostos orgânicos e inorgânicos sendo, particularmente, útil na identificação de aglutinantes, sais em minerais pétreos bem como de alguns pigmentos.

Pirólise seguida de cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa (PY-GC/MS)

Este equipamento é composto por um pirolisador de filamento de platina CDS Pyroprobe 2000™, um cromatógrafo gasoso Agilent 6890N™ equipado com uma coluna HP-5ms™ da Agilent Technologies® e um espectrómetro de massa de impacto electrónico com detector do tipo quadrupólo Agilent 5975N™.

Permite a identificação de produtos orgânicos não solúveis nos solventes mais comuns (água, etanol, etc.) ou que apresentem ponto de ebulição elevado tais como, óleos, resinas, vernizes, lacas e ceras.

Cromatografia Líquida de Alta Resolução acoplada a Espectrometria de Massa (HPLC-MS)

O equipamento de HPLC-MS do laboratório é da marca Waters e encontra-se equipado com um detector de massas e um de UV-VIS. É empregue na caracterização de materiais orgânicos e inorgânicos solúveis num solvente ou numa mistura de solventes, tais como corantes, mordentes e aglutinantes aquosos (têmperas).

Câmaras de Ensaios Acelerados

O laboratório dispõe de três câmaras de envelhecimento artificial acelerado que possibilitam testar uma vasta gama de materiais sob condições específicas. A câmara Solarbox 3000e simula a degradação provocada pela luz solar nas condições de exposição normal, crítica e através de um vidro de janela, mediante o emprego de filtros apropriados. A câmara de nevoeiro salino Ascott S120t permite testar a degradação provocada nos materiais submetidos a um ambiente marítimo. A câmara de ensaios climáticos FITOCLIMA 150 EDTU permite criar um envelhecimento artificial acelerado representativo das condições de exposição natural em termos de temperatura e de humidade relativa.

Microscópios Ópticos

O laboratório analítico dispõe de três microscópios ópticos da marca Leitz, específicos para minerais, metais e materiais biológicos.

Tendo em conta que o principal objecto do trabalho desenvolvido no laboratório são amostras de dimensão reduzida, os microscópios constituem uma ferramenta fundamental para a caracterização de uma diversidade de materiais, como sejam, pigmentos, madeiras, peles, fungos, líquenes, ervas, plantas, insectos, papéis e metais.

Equipamento para o tratamento por anóxia

Equipamento utilizado para o combate de infecções e/ou infestações que, por vezes, surgem em obras de arte.

O tratamento consiste na elaboração de uma câmara, onde se colocam as peças a tratar e um termohigrómetro para controlar humidade e temperatura. Esta câmara é selada a quente e, através de uma válvula, introduz-se azoto que cria uma atmosfera inerte – isenta de oxigénio – que provoca a morte aos organismos que se encontrem no seu interior. Outra válvula é colocada para permitir que o ar com oxigénio possa sair e também verificar se o valor de oxigénio se mantém nulo, dentro da câmara, através de um oxímetro.