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Património Cultural

Os Imperativos da Arte. Encontros com a loucura em Portugal no século XX

<p>Este livro apresenta uma história delineada a partir de uma rede de discursos tecida pelos encontros entre a psiquiatria e a arte. Mais propriamente, trata-se de localizar a formação de algumas manifestações de interesse, pela psiquiatria e pela arte, na expressão de sujeitos considerados loucos. Sabendo, sobretudo, que a loucura só pode ser instituída a partir de práticas de sentido de uns sujeitos sobre outros. Assim, aquilo que define o sujeito enquanto louco é uma conduta (científica, artística, social…) de uns sobre outros e sobre a própria noção de loucura. Isso está longe de dizer que a loucura não existe na nossa sociedade, mas, antes, de salientar que as suas definições são tomadas nas próprias relações que a compõem. É preciso salientar que a noção abstrata de “loucura” possui muitos modos de entendimento e que está mais para um imaginário social, moral e, mesmo, poético e artístico do que para uma interpretação científica. Parte-se, portanto, do princípio de acompanhar as designações históricas de “alienação mental”, doença mental”, “saúde mental” nos seus modos particulares de funcionamento. Como interesse histórico surge o século XX em Portugal – saindo e retornando deste foco sempre que necessário –, considerando que é neste período que a loucura se institui e se institucionaliza enquanto doença mental. Isso significa dizer que durante o aproximar de um século vemos diversas narrativas sobre quem são os loucos, reverberando em diferentes compreensões sobre as suas expressões artísticas: por ora, compreendidas como a extensão de um corpo e uma mente degenerada e, por ora, como outsider art. Por fim, é preciso dizer que o principal foco de investigação são os imperativos que fazem surgir as expressões da loucura na nossa sociedade, como degeneração, como terapia, como arte ou outras infinitas possibilidades.</p>

Este livro apresenta uma história delineada a partir de uma rede de discursos tecida pelos encontros entre a psiquiatria e a arte. Mais propriamente, trata-se de localizar a formação de algumas manifestações de interesse, pela psiquiatria e pela arte, na expressão de sujeitos considerados loucos. Sabendo, sobretudo, que a loucura só pode ser instituída a partir de práticas de sentido de uns sujeitos sobre outros. Assim, aquilo que define o sujeito enquanto louco é uma conduta (científica, artística, social…) de uns sobre outros e sobre a própria noção de loucura. Isso está longe de dizer que a loucura não existe na nossa sociedade, mas, antes, de salientar que as suas definições são tomadas nas próprias relações que a compõem. É preciso salientar que a noção abstrata de “loucura” possui muitos modos de entendimento e que está mais para um imaginário social, moral e, mesmo, poético e artístico do que para uma interpretação científica. Parte-se, portanto, do princípio de acompanhar as designações históricas de “alienação mental”, doença mental”, “saúde mental” nos seus modos particulares de funcionamento. Como interesse histórico surge o século XX em Portugal – saindo e retornando deste foco sempre que necessário –, considerando que é neste período que a loucura se institui e se institucionaliza enquanto doença mental. Isso significa dizer que durante o aproximar de um século vemos diversas narrativas sobre quem são os loucos, reverberando em diferentes compreensões sobre as suas expressões artísticas: por ora, compreendidas como a extensão de um corpo e uma mente degenerada e, por ora, como outsider art. Por fim, é preciso dizer que o principal foco de investigação são os imperativos que fazem surgir as expressões da loucura na nossa sociedade, como degeneração, como terapia, como arte ou outras infinitas possibilidades.

Referência: IPPBLIV21120401

Dimensões:

Peso:

Unitário
Preço
19,61€

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Ricordo di Venezia

Referência: IPPBLIV15312050

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